segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

As Músicas Que Nos Conquistaram em 2012.


Antes de começar efetivamente as novas resenhas (já temos uma lista aguardando), sentimos a necessidade de deixar esse registro das músicas que nos conquistaram em 2012 e que, com certeza vão continuar no nosso player em 2013. Esperamos que gostem e que ouçam essas delícias.

She’s 22 – Norah Jones
Norah Jones sempre foi boa para fazer músicas melancólicas mas em "She’s 22" ela se superou. Talvez por essa música trazer uma melancolia crua. De longe a minha preferida no "Little Broken Hearts.

Nothing But Time – Cat Power
Faixa do mais recente disco de Cat Power, "Nothing But Time" me encanta por ser o oposto da música de Norah Jones,  é uma canção que soa otimista, gostosa de ouvir e cantar junto, ainda que sua letra não seja tão pra cima assim. 

Chegar em Mim – Céu
O disco "Caravana Seria Bloom" é todo bom, mas "Chegar em Mim", a música que encerra o disco, é a cereja em cima do bolo, é uma aula de como fazer uma música romântica sem ser piegas ou cafona.

Eclipse Oculto – Céu
E Céu, no final do ano, entrou para a minha lista de músicas preferidas de novo. Dessa vez com a versão espertinha e pra cima que fez de um clássico de Caetano Veloso. Sabe aquela música feita pra ouvir com som alto? Então, é esse o caso. Do mesmo disco, (A Tribute to Caetano Veloso), ouça Momo, em "Alguém Cantando".

Porto Alegre – Tulipa Ruiz
Outra coletânea em homenagem a um grande artista de nossa MPB. Dessa vez o homenageado é Péricles Cavalcanti, com um disco em que as novas musas da MPB cantam seus principais sucessos. Coube a Tulipa Ruiz interpretar "Porto Alegre" (do repertório de Adriana Calcanhotto), em uma versão linda e que só a Tulipa poderia fazer. 

Samba a Dois – Jô Nunes
Idealizado pelo site Musicoteca, que disponibiliza músicas de forma legal e gratuita, a coletânea Re-Trato presta uma belíssima homenagem ao grupo Los Hermanos. Jô Nunes, com sua voz suave e deliciosa se encarregou de regravar "Samba a Dois" e o resultado não poderia ser melhor.

Tropicalea Jacta Est – Tom Zé e Mallu Magalhães
No disco que Tom Zé revisita a Tropicália com primor e originalidade, "Tropicalea Jacta Est" se destaca com a participação primorosa de Mallu Magalhães, usando de artifícios únicos como somente o grande Tom Zé sabe fazer.

Canto das Três Raças – Mariana Aydar
Em “Cantoras do Brasil”, programa que foi ao ar pelo Canal Brasil, cantoras da nova geração reviveram músicas de artistas consagradas no passado. A Mariana Aydar coube homenagear Clara Nunes e sua versão de "Canto das Três Raças" ficará marcada para sempre como o grande destaque do programa.

Ou Não – Cinco a Seco
A reunião de cinco grandes músicos, embora desconhecidos do grande público, resultou, para mim, na formação de um dos melhores grupos da atualidade. O seu show ao vivo no Ibirapuera, registrado em CD e DVD conta com a participação de Lenine em "Ou Não". Excelente.

Altos e Baixos – Roberta Sá
Em "Segunda Pele", seu disco mais pop, Roberta Sá canta a inconstância e a busca pelo sucesso, mesmo que efêmero, em "Altos e Baixos", grande destaque do disco.

Por Rafael Tavares e André Ciribeli.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Retrospectiva de um Ano Culturalmente Rico.


É muito bom começar um ano e fecha-lo com coisas boas. Felizmente, 2012 foi assim. Nos primeiros meses tivemos o lançamento do maravilhoso disco de Céu, “Caravana Sereia Bloom”, e a chegada aos cinemas nacionais de um dos melhores filmes do ano, “O Artista”, que levou para casa o Oscar e meia dúzia de outras premiações das quais participou. Também tivemos o lançamento de “Segunda Pele”, disco em que Roberta Sá mergulha sua MPB no universo POP. Sem contar os lançamentos de Cris Braun, Caê Rolfsen, a grande Maria Bethânia e tantos outros discos, filmes e livros que encheram nosso ano de conteúdo. “50 Tons de Cinza” foi, sem dúvida, o livro mais comentado do ano, que caiu no gosto popular, embora a crítica especializada não o considere uma obra-prima. Tivemos a surpresa com a mega produção de “Jogos Vorazes”, filme que conseguiu ser não somente bem produzido, mas inteligente e crítico. Terminamos 2012 aqui no Esfinge Cultural com aproximadamente 80 resenhas escritas sobre os mais diversos tipos de expressão artística, sem aquela preocupação em falar somente do que é novo: reviramos baús, (re)descobrimos antigos clássicos, como Os Doces Bárbaros, que continuam mais atuais do que nunca, assim como os livros “Leite Derramado” e “A Sombra do Vento”. Ludimila Marinho participou do nosso blog e, mesmo que por pouco tempo, brilhou ao falar de Frida Kahlo, Nelson Rodrigues, Marcelo Jeneci, entre outros. Para finalizar o ano (e fecha-lo com chave de ouro), recebemos mais presentes para nossas almas, como o recém-lançado disco “Tudo Esclarecido”, de Zélia Duncan, todo composto de canções de Itamar Assumpção e também o “Mulheres de Péricles”, álbum especialmente dedicado às composições de Péricles Cavalcanti, que são lindamente interpretadas pelas jovens vozes femininas da MPB. Esses dois últimos discos ainda não chegaram a ser resenhados aqui no blog (não deu tempo, quem sabe a gente abre 2013 falando deles?). Mas, depois dessa retrospectiva de um ano muito bom culturalmente, o que esperamos para 2013? Mais doze meses de muita música, livros, filmes e todo o tipo de arte e entretenimento que nos leva a escrever esses textos apaixonados, semana após semana, por que aqui no Esfinge Cultural a gente fala do que gosta. Feliz ano novo.

Por Rafael Tavares e André Ciribeli.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Resenha de Filme: O Realismo de "Contágio" Funciona e Suscita Importantes Discussões.

Contágio, um thriller psicológico dirigido por Steven Soderbergh (da trilogia Onze Homes e um Segredo) traz a tona temas comuns a ficção científica e teorias de conspiração. Nas mãos de outro diretor, ele poderia ter se transformado em um filme B (filme hollywoodiano de terror ou suspense com baixo orçamento e qualidade duvidável); mas Soderbergh dá a ele um tom realista e sério, levantando questões importantes para toda a sociedade, embora ela não esteja disposta ou verdadeiramente atenta à elas. Contágio começa com um pequeno grupo de pessoas, aparentemente sem conexão entre si, que desenvolvem gradativamente sintomas parecidos e que subitamente leva todos a morte. A partir daí, mais e mais pessoas são contaminadas e essa (possível) epidemia assusta as autoridades e põe em alerta um jovem repórter (interpretado por Jude Law), que ultrapassa os limites da conduta jornalística em sua investigação sobre a doença. Nesse contexto, Sorderbergh opta por mostrar a situação através de diferentes olhares, seja através dos médicos e autoridades de pequeno e grande escalão, por vítimas da doença e também por seus parentes, dando ao espectador as visões macro e micro da situação. Ao não optar por um ponto de vista, o diretor não toma partido e joga essa dura responsabilidade para o espectador, que é obrigado a questionar-se durante toda a projeção com questões que até então não paramos para analisar e que, de certa forma, precisam ser pensadas. “O que fazer caso uma epidemia seja identificada, contar abertamente à população ou manter sigilo em nome da ordem?”; “Em um caso como esse, pode uma autoridade privilegiar sua família ou deixa-la na mesma situação que outros cidadãos?”, “Se uma cura for encontrada, quem (e qual país) receberá primeiro?”. Essas e outras questões são propostas e muito se deve ao grande (e talentosíssimo) elenco escolhido por Soderbergh para dar vida a esses personagens. Sem deixar respostas, Contágio nos coloca de frente com uma realidade que está aí fora e que, voluntariamente, não nos damos conta. Os vírus estão aí. E para que nossa existência seja colocada em cheque basta que, aleatoriamente, um vírus encontre um hospedeiro e sofra uma mutação que seja letal a nossa espécie. E como agiremos? Preservaremos nosso conceito de sociedade ordenada ou partiremos para barbárie, para o “cada um por si”? É algo a se pensar e é essa a batata quente que Contágio deixa em nossos braços.

Resenha escrita por Rafael Tavares.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ellen Oléria é a Vencedora da Primeira Edição do The Voice Brasil.

A brasiliense Ellen Oléria foi a grande vencedora da primeira edição do The Voice Brasil, cuja final aconteceu no último domingo, faturando um prêmio de 500 mil reais, um contrato com a gravadora Universal Music e ainda se apresentará no Reveillón de Copacabana. Fazendo uma análise de toda a trajetória do programa, podemos concluir que ele se destaca das demais atrações caçadoras de talentos musicais, a começar pelo seu grande diferencial, quando o candidato não é visto pelos técnicos (Lulu Santos, Carlinhos Brown, Cláudia Leitte e Daniel), cabendo a esses o escolher apenas pela sua voz. Excelentes artistas pisaram no palco da atração, como Mira Callado, Rafah, Sandra Honda e Diego Azevedo que, infelizmente, não foram muito adiante na competição. Porém, o que mais me incomodou foi a predileção dos técnicos por certos candidatos. Algumas apresentações pouco importavam, a escolha muitas vezes eram óbvias, pois quem acompanhou o The Voice desde o início, dificilmente se surpreendeu com as decisões. Igualmente incômodo foi o fato de que agudos e graves altíssimos eram necessários para alavancar o candidato na preferência não só do público como também dos técnicos. A sutileza, a suavidade e delicadeza muitas vezes davam lugar para gritos e firulas que me faziam perguntar "pra quê?". Na final ficaram quatro cantoras donas de grandes e poderosas vozes. Maria Christina, do time de Lulu Santos, que possui grande apelo popular, mas cantava sempre músicas com a mesma temática, porém sua versão de "A Namorada" de Carlinhos Brown foi para mim sua melhor apresentação. Liah Soares, do time do Daniel, que geralmente se apresentava de forma acústica, o que fazia com que às vezes acertasse, outras soasse tediosa. Ju Moraes, do time de Cláudia Leitte, belíssima, comedida e correta poderia facilmente integrar o time das novas cantoras de MPB e samba e a grande vencedora, Ellen Oléria, do time de Carlinhos Brown, dona de enorme potência vocal, grande presença de palco e uma musicalidade invejável. Se não concordei com algumas escolhas, também não posso taxá-las de totalmente erradas. O fato de não ganhar um adolescente cantor sertanejo já é uma vantagem considerável. Com isso, The Voice Brasil é um dos melhores programas do gênero e merece mais edições.

Por André Ciribeli com colaboração de Marília de Paula.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Brasil Comemora o Centenário do Rei do Baião.

O Rei do Baião completaria 100 anos na última quinta-feira, dia 13 e o que não faltam são homenagens ao grande cantor e sanfoneiro. Nascido Luíz Gonzaga do Nascimento e popularmente conhecido como Gonzagão, teve como "Vira e Mexe" o seu primeiro grande sucesso. O Pernambucano foi o primeiro a assumir as características nordestinas em sua música, dando voz aos problemas do povo da região, sempre acompanhado de sua sanfona e seu chapéu de couro, espalhando a poesia do nordeste, suas cores, seus conflitos, usando sua música para dar visibilidade a um povo que até então era marginalizado culturalmente. A vida pessoal de Gonzagão foi marcada por grandes desentendimentos com seu filho, o também grandioso Gonzaguinha e somente em 1979 passaram a ter realmente uma relação de pai e filho, quando viajaram por todo o Brasil compondo e fazendo música. Luiz Gonzaga, que sofreu de osteoporose durante anos, morreu em 1989, vítima de parada cardiorrespiratória, mas deixou um enorme legado musical como herança. "Asa Branca", feita em parceria com Humberto Teixeira, virou um hino do povo nordestino e músicas como "O Xote das Meninas", "Qui Nem Jiló" e "Luar do Sertão" jamais serão esquecidas, sendo inúmeras vezes regravadas por diversos artistas. Gonzagão ainda está vivo na memória do povo brasileiro.

Por André Ciribeli.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Morre Um dos Maiores Músicos Indianos e Norah Jones, Sua Filha, Cancela Turnê Brasileira.

Morreu, na última quarta-feira, aos 92 anos, Ravi Shankar, um dos maiores músicos indianos e mestre da cítara (instrumento típico indiano), após ter realizado uma cirurgia que pretendia melhorar seu estado de saúde já debilitado. Shankar, embora não muito conhecido no Brasil, influenciou gerações de músicos ao redordo mundo, incluindo os Beatles e Rolling Stones e nunca parou de produzir, tendo lançado recentemente um disco elogiado pela crítica especializada. Em nosso país, talvez ele seja mais conhecido por ser pai da cantora, compositora e multi-instrumentista Norah Jones, que iniciaria, ainda na quarta-feira em Porto Alegre, a turnê brasileira de seu último disco, "Little Broken Hearts", e que passaria também por São Paulo e Rio de Janeiro. Em nota, divulgada em sua página no Facebook, Norah diz que tomou "a difícil decisão de cancelar o resto de minha turnê no Brasil, para que assim possa estar com a minha família neste momento tão difícil". E completou: "Todos sentiremos a falta de meu pai. Espero que meus fãs brasileiros entendam e aceitem minhas sinceras desculpas por esses cancelamentos. Espero que eu possa voltar ao Brasil em breve." De acordo com reportagem da Folha, Norah Jones não tinha uma relação próxima com o pai, já que foi criada somente pela mãe, nos Estados Unidos, enquanto o pai vivia na Índia.

Por Rafael Tavares.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Resenha de Filme: "Eu Não Quero Voltar Sozinho" é um Curta-Metragem de Extrema Sensibilidade.

Sensível, cativante e ao mesmo tempo inteligente e atual, assim é o curta-metragem "Eu Não Quero Voltar Sozinho", do diretor Daniel Ribeiro, que já foi premiado no Festival de Berlim com o também excelente "Café com Leite". O curta narra a história de Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente com deficiência visual que está sempre ao lado de sua amiga Giovana (Tess Amorim), que lhe ajuda no que é necessário. A rotina dos dois muda com a chegada de Gabriel (Fábio Audi), aluno novo da escola com quem rapidamente fazem amizade. Assim, o filme nos envolve em uma relação de sensibilidade, proteção, amizade e a descoberta do amor entre dois adolescentes gays. Por mais que seja uma temática difícil, o filme consegue ser leve, trabalhando em cima da humaninade de seus persongens, de uma forma inocente e encantadora, daqueles filmes que te deixa feliz, mas pensativo. O curta fez parte do programa Cine Educação, que exibia filmes nas escolas com o intuito de instruir e conscientizar, mas foi proibido no Estado do Acre por líderes religiosos que pressionaram políticos da região para tal. O que é uma pena, pois o filme em momento algum se revela apelativo, ao contrário, podemos aprender muito em como um tema tão polêmico pode ser tratado de forma simples e conceitual. O curta, que está disponível na internet e recebeu inúmeros prêmios, tanto nacionais como internacionais, trata de um assunto tão comentado ultimamente, mas sem apelação ou sensacionalismo, mas com inteligência e simplicidade. 

Resenha escrita por André Ciribeli.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Resenha de Disco: "A Tribute to Caetano Veloso" Vence Riscos Comuns a Discos de Homenagens e Reverencia Caetano Sem Ser Piegas.

Há certo perigo em se fazer um disco tributo ou greatest hits. Pode-se pecar pela falta ou pela obviedade, pode ser simplório ou nem de longe oferecer um panorama justo sobre a obra do artista. Agora, imagina se esse artista for um daqueles que atuaram como divisor de águas inúmeras vezes e que, com 70 anos de idade ainda produza obras relevantes. É o caso de "A Tribute to Caetano Veloso", um disco-bomba-relógio que, ainda bem, contornam os perigos do caminho citados acima e faz uma bela homenagem, sem ser piegas, a um dos nomes mais emblemáticos da música brasileira. Lançado para comemorar os 70 anos completados em 2012 por Caetano, o tributo está longe de ser um simples greatest hits, que na maioria das vezes soa como disco-caça-níquel e que, nem de longe, reverenciam o homenageado. E o álbum começa acertando por aí. Amontar grandes clássicos de Caetano Veloso em um disco seria o caminho fácil para homenageá-lo e não seria a homenagem ideal para um artista que é conhecido por se reinventar e por reverenciar pouco o passado. Caetano, no alto de suas sete décadas, ainda produz, compõe e lança discos (acaba de lançar "Abraçaço" com a banda Cê e compor um disco inteiro para Gal cantar). No final das contas, um simples greatest hits, no caso de Caetano, seria um insulto. Outro acerto da compilação é valorizar o Caetano compositor, colocando novos nomes da música brasileira e internacional para interpretar suas canções: isso mostra a importância dele para o mercado, já que a cada dez músicos brasileiros, ao menos nove ouviram Caetano em sua formação. Colocar essa nova MPB pra cantar prova, ainda, que as músicas de Caetano nunca deixaram de ser atuais e pertinentes. Coisa de artista de qualidade: nunca morrem nem perdem a validade. Claro que, para completar a beleza do disco, vale ressaltar que, sem o talento desses jovens músicos, ele não teria dado certo. A versão para "Eclipse Oculto" de Céu é uma delícia de ouvir, Momo esbanja sentimento em "Alguém Cantando", além das versões de The Magic Number e Tulipa Ruiz, pra não prolongar demais. Na minha humilde opinião, Caetano deve ter ficado feliz com o tributo, pois longe de ser tratado como relíquia da música, preso dentro de um vidro para uma simples admiração. Longe disso, suas músicas são mudadas, reinventadas e experimentadas. Como deve ser e como ele mesmo o faz.

Resenha escrita por Rafael Tavares.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Será Que Existe Qualidade na TV Aberta Domingo a Noite?

É de conhecimento geral a insatisfação com toda a programação domincal na TV aberta brasileira. Os típicos programas de domingo são alvo de críticas e piadas nas redes sociais e poucos tem coragem de assumir que gostam de acompanhar as repetitivas pegadinhas do Faustão. Talvez esses programas sejam mais odiados do que o próprio domingo. Mas, se pararmos pra pensar, será que existe algum conteúdo de qualidade na programação aberta nacional no dia da preguiça? Primeiramente, preciso deixar claro que não tenho nada contra tais programas, nem contra seus respectivos apresentadores e respectivas emissoras. Vez ou outra, perco tempo assistindo Faustão, Fantástico e até alguma besteira (menos incômoda) do Pânico. Não há nada de errado nisso e o que aqui escrevo é apenas a minha opinião. Quem possui antena parabólica (nas terras mineiras, de onde escrevo, a utilização da parabólica é quase obrigatória, devido ao nosso relevo montanhoso) tem acesso a diferentes canais que, no dia mais ingrato da semana, transmitem conteúdo interessante e diferenciado, basta procurar. O Canal Futura, por exemplo, transmite a partir das 21h o programa "Cine Conhecimento", onde a cada semana um filme é apresentado e discutido pela apresentadora Lorena Calábria. Recentemente, o programa fez uma incursão na filmografia de Ingmar Bergman, um dos maiores nomes do cinema mundial. Anteriormente, Werner Herzog ocupou o espaço com suas produções. Às 22:30h, na TV Brasil, começa o "Soy Loco Por Ti Cinema", horário dedicado ao cinema latino-americano. É uma boa oportunidade para nós, brasileiros, conhecermos um pouco mais sobre nossos vizinhos (embora o Brasil seja sempre um exemplo para os países vizinhos, esses mesmos países são verdadeiros desconhecidos dentro do Brasil). Domingo a noite é aquele momento em que nós, trabalhadores, sentimos a dor da segunda-feira chegando. O cenário fica pior se tivermos que assistir a dura programação noturna da TV abera. Ainda bem que existem boas opções que podem deixar o domingo um poco mais suportável.

Por Rafael Tavares.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Caetano Veloso Leva o Prêmio de Personalidade do Ano no Grammy Latino.

Na última quinta-feira, dia 15, aconteceu uma das maiores premiações da música latina, o Grammy Latino. Os irmãos mexicanos Jessie e Joy saíram do evento com quatro fonógrafos dourados e foram os mais premiados da noite. A participação brasileira, sempre mais discreta, saiu da premiação com um prêmio importante, o título de personalidade do ano foi para Caetano Veloso, que recebeu a homenagem das mãos de Sônia Braga. Além disso, seu disco em parceria com Gilberto Gil e Ivete Sangalo foi eleito o melhor disco de MPB do ano. Vale lembrar que, embora seja menor em suas participações, a música brasileira possui categorias específicas na competição, nas quais somente músicos brasileiros concorrem.

Por Rafael Tavares.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Resenha de Disco: Com "Tempo de Menino", Pedro Luís Mostra Toda Sua Diversidade Musical.

O carioca Pedro Luís, que está a frente da banda "Pedro Luís e A Parede", além de ser um dos fundadores do grupo Monobloco é cantor e compositor que finalmente arrisca seu primeiro voo solo, com o multifacetado "Tempo de Menino", álbum que passeia por diversos gêneros e estilos musicais. O disco foi criado sem pressão de gravadora ou prazo de entrega estabelecido, levando cerca de quinze meses para ser concluído. Pedro Luís  é dono de uma longa carreira, já tendo passado por bandas de punk rock, de pop dançante e até mesmo realizando carnaval durante todo o ano com o Monobloco. Mesmo sendo um disco solo, "Tempo de Menino" conta com a participação de diversos músicos, inclusive os da banda "A Parede", criando um trabalho de grande diversidade sonora, típico de um cantor que gosta de estar sempre se reinventando e criando novas misturas musicais. Por fugir um pouco do tom percussivo que marca outros trabalhos do cantor, o álbum agrega características próprias de um trabalho solo. Milton Nascimento participa da belíssima "Embora", com toques de MPB e lindos arranjos. "Nas Estrelas" é música que começa em tom de capoeira, mesclada com uma pegada mais reggae. Já "Crise" e "Bela Fera" são grandes destaques, sendo a última tema de abertura da série "As Cariocas" exibida pela Rede Globo. "Lusa" é uma canção portuguesa que começou a ser escrita em Lisboa e "Rio Moderno" exalta a diversidade do Rio de Janeiro. Pedro Luís divide os vocais com Erasmo Carlos no samba funk "Tempo de Menino" e com Roberta Sá em "Os Beijos". Com isso, "Tempo de Menino" consegue se apresentar como um excelente trabalho que, além de conceituar a diversidade musical de Pedro Luís, exalta toda sua competência artística.

Resenha escrita por André Ciribeli.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Resenha de Filme: Em "Para Roma com Amor", o Ruim de Woody Allen Consegue Ser Melhor que a Vasta Maioria.

Todo mundo sabe que Woody Allen tem um transtorno obsessivo-compulsivo e que ele se manifesta justamente na sua extensa filmografia, lançando um título por ano. Basicamente, o diretor nova-iorquino acaba uma produção e já está envolvido em outra (quando não escreve uma, enquanto dirige a segunda e finaliza a terceira). É de conhecimento geral, também, que quantidade não é sinônimo de qualidade, e se tem uma coisa que é comum na obra de Woody Allen é essa variação entre filmes maravilhosos, bons e outros não tão bons assim. "Para Roma com Amor", seu filme mais recente que teve a Cidade Eterna como cenário, é um desses exemplos de filmes não tão bons assim, talvez pelo fato de "Meia Noite em Paris" ter sido simplesmente o filme mais empolgante do ano passado e um dos melhores de Woody em tempos. Mesmo assim, "Para Roma com Amor" tem a assinatura do diretor, seus temas preferidos e aquele seu típico humor rabugento (é sempre divertido ver Woody Allen interpretar Woody Allen). Intercalando quatro histórias diferentes que acontecem em Roma, o diretor cria um caleidoscópio da sua visão da cidade, dos moradores e dos turistas. Isso pode não ter agradado os italianos, que viram em "Para Roma com Amor" os velhos clichês da sociedade italiana. Mas, Woody nunca prometeu um filme italiano, seria a visão dele sobre a Itália. No frigir dos ovos, falta consistência? Sim (não chega nem perto do charme de "Meia Noite em Paris"), mas um filme fraco de Woody Allen consegue ser melhor do que a grande maioria do que é produzido. Até quando é ruim, é bom.

Resenha escrita por Rafael Tavares.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Novas Cantoras Mantêm Viva a Alma da Soul Music.

As novas cantoras da soul music, querem fazer sucesso, buscando seu lugar ao sol. Mas, não sob qualquer pretexto. Donas de vozes poderosas, cada uma possui sua particularidade, embora haja sempre semelhanças que as une, falando aqui das cantoras estrangeiras. Bebendo da fonte dos Jackson 5, Marvin Gaye, Diana Ross, Aretha Franklin, Etta James, entre outros, as novas divas da soul music dispensam as letras banais para serem mais politizadas, mas não de uma forma politicamente correta, cantando os dilemas e problemas do cotidiano, o sexo e a dor de amor de forma intensa e emocional. Macy Gray, Jill Scott, May J. Blige, a incrível Sharon Jones, Alicia Keys e Lauryn Hill são grandes exemplos de artistas que já possuem uma boa bagagem musical e transitam nesse gênero. Não se pode dizer que é feito música como antigamente. Ela vem com uma nova roupagem, misturando o soul, o jazz e o R&B em uma embalagem pop, como pede o mercado atual. Mas, isso não é nenhum problema. Belíssimas músicas, excelentes letras e composições podem ser encontradas no mercado fonográfico atual. Acredito que Amy Winehouse seja a grande responsável por perpetuar o gênero no mundo musical contemporâneo. Sua voz marcante, sua enorme presença de palco, seu figurino característico, suas músicas sarcásticas e diferenciadas a fizeram se tornar um verdadeiro fenômeno, sendo o seu disco "Back to Black" já considerado um clássico. De olho nesse novo público, as gravadoras fizeram emergir uma vasta gama de novas cantoras que pegaram emprestado esse mesmo estilo. Há a inglesa Duffy, com visual comportado, bonitinha e dona de uma voz incomum, que alcançou grande sucesso com seu disco de estreia, mas não teve a mesma sorte com o segundo e já não se ouve mais falar dela. Adele é outro fenômeno, tanto de vendas como de público e crítica. Seu primeiro disco não foi o estouro que o segundo, "21" causou, figurando nas principais listas de mais vendidos por meses e fazendo de Adele uma das artistas mais rentáveis da atualidade. E com toda a razão, pois Adele tem grande potencial vocal e suas canções são verdadeiras e legítimas interpretações musicais. A cantora e compositora escosesa Emeli Sandé, com sua voz poderosa e melodias intimistas já é considerada um verdadeiro sucesso no Reino Unido. Outras cantoras menos conhecidas no Brasil como Rox e Rebecca Ferguson são maravilhosas artistas que contribuem para que a soul music continue viva. Assim, para os amantes do estilo, excelentes representantes mantêm viva a chama da soul music, do jazz e da boa música.

Por André Ciribeli.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Diagnosticada com Angiodema, Cat Power Pode Cancelar Turnê Europeia.

Cat Power, pseudônimo de Chan Marshal, anunciou em seu Instagram que pode cancelar, nos próximos dias, sua turnê europeia por ter sido diagnosticada com angiodema, um inchaço, similar a urticária, que ocorre sob a pele e pode ser causado por uma reação alérgica. A turnê de Cat Power seria para divulgar seu mais recente disco, "Sun", lançado em setembro. No comunicado, Chan afirmou estar de coração partido. "“Eu trabalhei tão duro. Fiquei doente um dia depois de Sun (disco mais recente da cantora, de setembro de 2012) ter sido lançado, e estou lutando para manter todos os pontos em equilíbrio. Minha mente, meu espírito, a saúde de meu corpo. Estou fazendo o melhor que posso. Eu amo este planeta e me recuso a desistir, mas talvez seja necessário mudar algumas estratégias para zelar por minha saúde e segurança". Esperamos que Cat Power melhore logo e que, o mais breve possível, possa continuar sua turnê, apresentando seus grandes sucessos e as canções de seu novo disco.

Por Rafael Tavares.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Resenha de Disco: "Praianos", Disco de Fernanda Cabral, Faz Jus ao Nome e Tem Clima Leve de Litoral.

O balanço do mar. A maresia, a jangada, os pescadores. Tudo isso, de alguma forma, está presente no disco "Praianos", de Fernanda Cabral. O litoral brasileiro está em cada letra e som, mas não o litoral agitado das grandes capitais litorâneas, mas sim aqueles que banham cidades pequenas, praticamente inabitadas, de gente tranquila, onde o tempo parece passar mais devagar, fazendo charme. A voz doce de Fernanda embala as 15 faixas do disco como o movimento do mar embala os barcos que se perdem no horizonte. Como o tempo de cidades pequenas, "Praianos" é um disco sem pressa, simples, de pé no chão. O mais interessante é saber que Fernanda Cabral nasceu longe do mar, em Brasília. Apesar de ser seu primeiro disco autoral, a cantora já cruzou oceanos e se apresentou pela Europa e no Japão, participando de festivais e tocando na "Blue Note", de Tóquio. Do total de 15 faixas, destacam-se a bela canção que dá título ao álbum, "Horizontes", "Monteiro Lobato" e "Baião de Nós". Em "Praianos", Fernanda Cabral mostra que a boa música popular brasileira está viva e atuante.

Resenha escrita por Rafael Tavares.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A História do Rei do Baião Chega Sexta-Feira, Dia 26 de Outubro, aos Cinemas de Todo o País.

Estreia sexta-feira, em circuito nacional, o filme que narra a dura (e cinematrográfica) trajetória de um dos maiores nomes da música brasileira, Luiz Gonzaga, o "Rei do Baião". Dirigido por Breno Silveira, diretor por trás de "À Beira do Abismo" e "Dois Filhos de Francisco", um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema nacional, que levou para a tela grande a história da dupla Zezé di Camargo e Luciano. O ponto de partida de "Gonzaga - De Pai Para Filho" é um "acerto de contas" entre Luiz Gonzaga e seu filho, o também músico Gonzaguinha, outro grande nome e um dos principais compositores da nossa MPB. O filme abriu o "Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro" e saiu aclamado pelo crítica e pelo público. Não é a primeira vez que Breno Silveira apresenta uma cinebiografia contada através da relação entre pais e filhos. "Dois Filhos de Francisco" narra a vida e o sucesso da dupla Zezé di Camargo e Luciano através dos esforços de seu pai, o Francisco do título, interpretado por Ângelo Antônio, para alçá-los ao sucesso. Agora, "Gonzaga - De Pai Para Filho" promete repetir o sucesso de "Dois Filhos de Francisco" e já é considerado um dos maiores lançamentos nacionais de 2012. Uma boa pedida para os amantes do cinema e da música brasileira.

Por Rafael Tavares.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Resenha de Disco: Com "Memoirs", Rox Faz o Retrô Soar Cada Vez Mais Contemporâneo.

Roxanne Tataei, mais conhecida como Rox, é uma cantora filha de mãe jamaicana e pai iraniano, criada em Londres, que hoje é considerado praticamente um reduto de novas cantoras de Soul Music. Rox tem Sade e Lauryn Hill como referência, e realmente costuma ser comparada a elas, bem como a outras cantoras como Alicia Keys, mas é artista que rejeita rótulos, pois tem seu jeito único de fazer música, com sua voz límpida e um forte sotaque britânico, tendo sido festejada pela crítica com o lançamento de seu primeiro álbum, "Memoirs", em 2010, cuja música "My Baby Left Me" fez relativo sucesso no Reino Unido. O disco passeia pela antiga Motown em "No Going Back" (na minha opinião, a melhor do disco), pelo blues, soul e ainda arrisca uma pegada mais reggae em "Breakfest in Bed", ainda que grande parte das músicas nos remeta ao universo de Amy Winehouse e as cantoras que beberam dessa fonte. Rox já excursionou pelo Brasil, tendo feito shows no último Summer Soul Festival, marcado por sensualidade e grande presença de palco. Porém, do Festival, Rox era uma das menos conhecidas, já que ao seu lado estavam nomes como Florence and The Machine, Bruno Mars e Dionne Bromfield, famosa por ser a "afilhada" de Amy Winehouse. "Oh My" e "Forever Always Wishing" são outros grandes destaques do seu disco de estreia, pontuado por grandes pérolas, que além de fazer o retrô soar contemporâneo, nos deixa ansiosos por novos lançamentos dessa que é, sem sombra de dúvida, uma grande cantora.

Resenha escrita por André Ciribeli.

domingo, 21 de outubro de 2012

Resenha de Livro: A Metalinguagem Mágica de "A Sombra do Vento".

Lendo "A Sombra do Vento", do espanhol Carlos Ruiz Zafón, fiz uma grande descoberta (pelo menos para mim), para amantes de literatura, ler livros que falam sobre livros é tarefa mais divertida do que o ato de ler naturalmente já é. Lançado em 2001, o livro ambienta-se na Barcelona de 1945 e começa quando Daniel Sempere, com 11 anos, é levado por seu pai a um misterioso local no coração da cidade, "O Cemitério de Livros Esquecidos".Nas suas infinitas galerias, Daniel encontra um livro obscuro de Julian Carax, chamado "A Sombra do Vento", que traz, dentro de suas páginas, uma nuvem de mistérios, a começar pelo fato de que uma estranha criatura, saída dos livros de Carax, deseja destruir todos os exemplares da obra de seu criador. Misturando suspense, realismo fantástico em bases de romance histórico, Zafón cria uma atmosfera digna dos grandes clássicos do horror tendo como pano de fundo o período em que a Espanha esteve sob as forças do General Franco. Nesse contexto, um dos grandes méritos de Zafón é criar uma obra densa e ao mesmo tempo deliciosa e instigante. Ao colocar um livro, e assim toda a literatura, como o centro de sua obra, o autor presta uma grande homenagem à arte de contar histórias. "A Sombra do Vento" ainda encanta pela prosa e riqueza de detalhes do período, incluindo citações de personagens e situações reais para dar ainda mais dimensão ao período retratado. Se você é amante de livros, vai se apaixonar por essa narrativa histórica sobre amor, amadurecimento e, principalmente, sobre a magia dos livros.

Resenha escrita por Rafael Tavares.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Para a Rolling Stone Brasil, Tim Maia e Elis Regina São as Maiores Vozes Brasileiras.

Para a sua edição de outubro, a Revista Rolling Stone fez uma lista com as 100 mais importantes vozes da música brasileira. Nela estão nomes "históricos" como Milton Nascimento, Gal Costa, Maria Bethânia e também artistas mais recentes, como Tulipa Ruiz e Céu. Mas, para os colaboradores da revista que idealizaram a lista, os primeiros lugares ficam com Tim Maia e Elis Regina. Tim é até hoje o principal  nome da Soul Music nacional. Já Elis, que atualmente é homenageada na turnê de sua filha Maria Rita, que canta sucessos de sua mãe, sempre foi considerada a maior intérprete de nosso país. Portanto, não há novidade nem surpresa na lista. O interessante, e que poderá ser visto na revista que chega às bancas, são os textos que definem os listados, escritos por outros grandes nomes da MPB.

Por Rafael Tavares.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Adele Lança "Skyfall", Trilha do Novo Filme do Agente 007.

A cantora Adele foi a escolhida para interpretar a canção-tema do novo filme de James Bond, "Skyfall". A música, de mesmo nome, já foi lançada na internet e fará parte da abertura do filme, como já é de costume. Já é costume da série chamar grandes nomes da música internacional para cantarem a trilha das aventuras de James Bond, todas elas apresentadas nas já clássicas aberturas dos filmes. Já tiveram o privilégio Alicia Keys e Jack White, Madonna, Paul McCartney, Nancy Sinatra, Louis Armstrong. A série 007 é a mais longeva da história do cinema. O primeiro filme "007 Contra o Satânico Dr. No" chegou aos cinemas em 1962. Desde então, o agente secreto britânico já foi interpretado por seis atores. Em 2012, Daniel Craig dá vida a James Bond pela terceira vez no longa "Skyfall", que estreia no Brasil em 26 de outubro. Na internet, a música já se encontra disponível.

Por Rafael Tavares.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Christina Aguilera Se Prepara Para Lançar "Lótus", Seu Próximo Disco de Estúdio.

Carismática e dona de uma voz potente, Christina Aguilera, que figura no hall das principais cantoras pop do mercado fonográfico mundial, se prepara para lançar seu próximo álbum de estúdio, intitulado "Lótus". O primeiro single, "Your Body" já foi lançado e atualmente não conta com bom desempenho nos charts. Muitos acreditam que isso se deve ao contrato que a cantora tem com a NBC, participando do programa "The Voice", o que a impede de divulgar a música em outras redes de televisão. Amparada por um grande time de produtores, Christina tenta apagar o péssimo desempenho de seu último álbum, "Bionic", que foi considerado um fracasso comercial. Contudo, devemos lembrar que é da cantora um dos discos mais sensacionais dos últimos tempos, no caso, "Back to Basics", lançado em 2006, é um álbum duplo em que Christina resgata sonoridades de décadas passadas, prestando uma belíssima homenagem aos grandes nomes do soul e do jazz, resultando em um trabalho sofisticado, com uma voz poderosa e letras inteligentes, mesclando batidas dançantes, elementos circenses e ar retrô, tudo bastante sensual. Já com "Lótus", que será lançado oficialmente no dia 13 de novembro e contará com a participação do cantor Cee Lo Green, parceiro de Christina no "The Voice", a cantora prepara sua volta e esperamos que seja em grande estilo.

Por André Ciribeli.